quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Segurança Pública


Parece que a pequena cidade de Tomar do Geru após tempos de insegurança voltará ao "normal". Segundo informações e a SSP intensificou a Segurança Pública no Município depois de um clamor da população tendo em vista que nos últimos meses a cidade encontra-se com altos índices de violência desde pequenos furtos a homicídios.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MPF AJUIZA MAIS 3 AÇÕES CONTRA OI/TELEMAR


Fonte: http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=125271

A empresa concessionária de telefonia Oi/Telemar responde a mais três processos movidos pelo Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) devido a defeitos não solucionados em telefones públicos. Os novos processos referem-se a problemas nos orelhões dos municípios de Graccho Cardoso, Tobias Barreto e Tomar do Geru.
Com estes, já são oito processos movidos, apenas este ano, contra a Oi/Telemar por causa de telefones públicos fora de funcionamento e atrasos no conserto dos mesmos. Todas essas ações foram iniciadas a partir de denúncias de moradores dos municípios. A partir destas, o MPF/SE solicitou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que realizasse fiscalização nas cidades onde foram detectados problemas.
A Anatel, então, enviou ao MPF/SE relatórios detalhando as deficiências encontradas nos serviços prestados pela Oi/Telemar. Em todos os casos, além de um grande número de telefones públicos fora de funcionamento, a Agência apontou também que a empresa telefônica não vinha atendendo às solicitações para reparo no prazo regulamentar de 24 horas.
O relatório afirma que, em Tobias Barreto, mais de 50% dos telefones públicos vistoriados estavam fora de funcionamento, e quase 30% dos chamados para reparo não foram atendidos. Em Tomar do Geru, quase 65% dos telefones não funcionavam, e em Graccho Cardoso, cerca de 40%. Além disso, a Anatel demonstrou ainda que todas as solicitações de reparos desses dois municípios foram encerradas nos sistemas da Oi/Telemar sem que os telefones públicos estivem funcionando adequadamente.
O MPF/SE requer que a Oi/Telemar seja obrigada, liminarmente, a realizar os reparos necessários nos orelhões dos três municípios. Ao final da ação, o Ministério Público pede ainda que a empresa seja obrigada a pagar multas por danos morais coletivos, a serem revertidas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.
Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Sergipe

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Inclusão oferece cursos profissionalizantes a trabalhadores de pedreiras de Tomar do Geru

O encontro teve o objetivo de levantar as demandas de qualificação profissional dos trabalhadores para complementar sua renda familiar
Técnicos da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) realizaram nesta terça-feira, 4, uma reunião com os trabalhadores das pedreiras do município Tomar do Geru, que estão com as atividades paralisadas. O encontro teve o objetivo de levantar as demandas de qualificação profissional dos trabalhadores para complementar sua renda familiar.

De acordo com a assistente social da Seides, Kátia Ferreira, o foco da proposta é qualificar as companheiras dos trabalhadores das pedreiras. “Dessa forma, pensamos em oportunizar a autonomia dessas mulheres, aliada à geração de emprego e renda. Porém, não vamos excluir a possibilidade de trazer cursos para os homens também. A Seides, através de convênio com o Senac, oferece dezenas de cursos de qualificação profissional dentro do programa 'Novos Rumos' à população de baixa renda”.

A Seides está realizando o cadastro individual dos trabalhadores e, em cada ficha, eles podem optar pelo curso que pretendem fazer. "O nosso levantamento será baseado nas opções escolhidas por eles e, na sequência, o Departamento de Renda e Cidadania [DRC] da Seides fará um análise técnica sobre os
cursos que serão ofertados aos trabalhadores”.

Na ocasião, a nutricionista da Seides, Jamile Costa, destacou os principais projetos do departamento de Segurança Alimentar Nutricional executados em Tomar do Geru, o coordenador estadual do Cadastro Único, Carlos Ferreira, esclareceu dúvidas sobre a nova formatação do Bolsa Família e o técnico do DRC, Melquíades Freitas, relatou os principais cursos de qualificação profissional ofertados pela secretaria.

Mudança

A representante dos trabalhadores das pedreiras, Adriane Garcia, agradeceu a oportunidade, e destacou para os colegas a importância da qualificação profissional. “Temos que aproveitar essa oportunidade que estão dando a gente. Eu não quero ficar a vida todo quebrando pedra e fazendo faxina na casa dos outros. Quero ter uma profissão, crescer na vida. Vou ser a primeira a fazer o meu cadastro e a dizer a aula que pretendo ter”, destacou, com emoção.

A assistente social de Tomar do Geru, Mônica Santos, que representou a secretária de Assistência Social, Maria Lúcia Santana, ressaltou que os cursos serão fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. “Essas atividades complementares serão muito bem-vindas, pois irão aumentar a autoestima e autonomia financeira dos trabalhadores”.

Cestas

Além dos cursos profissionalizantes que serão oferecidos, a Seides realiza a entrega de 350 cestas de alimentos durante três meses aos trabalhadores que estão em estado de insegurança alimentar por conta da falta de emprego. No próximo dia 20 será realizada a terceira e última entrega de cestas.

Interdição

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) interditou e paralisou as atividades de lavra mineral, de responsabilidade da Cooperativa dos Trabalhadores em Extração, Beneficiamento e Comercialização de Rocha de Tomar do Geru. Segundo o auto de interdição emitido no dia 20 de julho pelo DNPM, a Cooperativa descumpriu as determinações do órgão por realizar a lavra com risco iminente e sem licença ambiental vigente.

Após a interdição, a prefeitura municipal solicitou auxílio emergencial ao Governo do Estado para prestar assistência às famílias que estão desempregadas. Das 24 áreas de pedreiras que estavam impedidas de funcionar, cinco já foram regularizadas.

Também nesta quarta-feira, representantes da Delegacia Regional do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e do Sindicato dos Mineiros de Sergipe, realizaram uma reunião com os trabalhadores das pedreiras e explicaram o funcionamento cooperativismo, modalidade de cultura socioeconômica escolhida por eles para regimento de suas atividades laborais.

O auditor do trabalho, José Prata Góis, destacou que os trabalhadores não podem continuar na informalidade. “Os trabalhadores tinham duas opções: trabalhar como cooperativados ou com carteira assinada. Eles escolheram a primeira opção e agora precisam entender o que a lei diz sobre as cooperativas. A liberação das áreas só será feita depois que todas as irregularidades forem sanadas”. 




 Fonte: 
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PCdoB-SE realiza Conferência em Tomar do Geru

Fonte: http://www.vermelho.org.br/se/noticia.php?id_noticia=165439&id_secao=119

Foi realizada na tarde de ontem, 02, a Conferência Municipal do PCdoB de Tomar do Geru. O evento foi prestigiado por populares, moradores da cidade e diversas autoridades. Na oportunidade, o vereador Edvânio Soares garantiu de público o seu ingresso no PCdoB, opção escolhida, segundo ele, pela responsabilidade social demonstrada pelo partido durante os 89 anos de história e atuação política no Brasil, e com a crença de que com este respaldo, ele possa figurar como o elo de avanço no município.

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O prefeito de Cristinápolis, Raimundo Leal, mais conhecido como Padre Raimundo, também esteve presente na reunião e levou o seu apoio ao jovem vereador. O gestor prendeu a atenção de todos ao fazer uma breve avaliação sobre a política, responsabilizando o povo pela melhoria de suas próprias vidas. “Que cidade nós temos e que cidade nós queremos? A partir dessa pergunta podemos enveredar a mudar, até porque somos nós os sujeitos de nossa própria história. Por isso, é tão importante participar da política e escolher o melhor. É por isso que o Edvânio procurou o PCdoB para trazer os bons exemplos de administração para a sociedade de Geru”, afirmou.

A presidente do PCdoB em Tomar do Geru, Maria da Hora, contou a história da fundação do partido naquele município. Segundo ela, tudo começou com a criação da Associação do Clube da Mãe, uma Organização não governamental (ONG) que tem o objetivo de ajudar a juventude do município a se livrar da ociosidade, oferecendo-lhes diversas atividades recreativas e cursos educativos. Assim, o trabalho foi se aprofundando e, ao perceberem, os voluntários do Clube da Mãe já estavam envolvidos na política local. A partir daí, a relação com o PCdoB aconteceu de forma natural, após a Maria da Hora encontrar no partido comunista o consenso ideológico que já fazia parte daquela ONG. “Estou muito feliz com este momento e com a consolidação do PCdoB aqui em Tomar do Geru. Agora, nós vamos trabalhar bastante para crescer o PCdoB aqui”, garantiu Da Hora, como é conhecida popularmente.

Presenças

Também estiveram presentes na conferência o presidente do PCdoB em Aracaju, Hallison Sousa, o presidente da União da Juventude Socialista, Bruno Henrique, o vice-prefeito de Tomar do Geru Augusto Diniz (PT), a vice-presidente da Câmara Municipal de Tomar do Geru, Josevânia Reis (PT) e o presidente do Partido Verde (PV) no município Gerson Tomaz.

Duas prefeituras deixam de prestar contas com o Ministério do Turismo

Fonte: http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=124543

Municípios de todo o país aproveitaram o Carnaval para dar o calote no governo federal. No total, o Ministério do Turismo cobra de 145 prefeituras o montante de R$ 20 milhões. Desse valor, R$ 1,2 milhão está atrelado a eventos de Carnaval realizados entre 2006 e 2009. A cidade de Itiúba, na Bahia, recorreu ao Ministério para levantar R$ 200 mil destinados à realização do Carnaval de 2008.
Outras prefeituras que não conseguiram regularizar ainda a situação pendente das farras carnavalescas são os municípios de Indiaroba e Tomar do Geru em Sergipe, Pintópolis em Minas Gerais, Pacajus no Ceará, Caseara e Palmas no Tocantins, Porangatu em Goiás e Bagé no Rio Grande do Sul.

Prestando contas

Para realizar uma festa, as ONGs e prefeituras assinam um convênio (espécie de contrato) com o Ministério do Turismo, estabelecendo direitos e deveres. Depois que as entidades e municípios recebem o dinheiro e fazem o evento, têm 30 dias para prestar contas. Ou seja, comprovar que realmente fizeram a festa conforme o combinado, incluindo os gastos previstos.
Se alguma parte do evento não foi realizada ou houve outro tipo de falha, o beneficiário recebe uma guia bancária para pagar à União a diferença devida. Se o pagamento não for feito, a ONG ou prefeitura vai parar no cadastro de inadimplentes.
Quinze dias depois, se não pagar o devido ou não comprovar que realmente realizou o evento conforme o combinado, o ministério abre uma tomada de contas especial (processo para recuperar dinheiro público) contra o município ou entidade. O processo é enviado à CGU e, de lá, ao TCU. É o tribunal quem julga a tomada de contas especial da ONG ou prefeitura



G.R.E.S Unidos da Inadimplência

Eventos carnavalescos com convênios irregulares firmados com o Ministério do Turismo somam mais de R$ 4,18 milhões em dívidas ao governo federal. Escolas de samba e prefeituras estão dentre as mais inadimplentes
O rombo de R$ 80 milhões no Ministério do Turismo já deu samba. Dos quase 500 convênios irregulares firmados pela pasta entre 2003 e 2009, vinte e seis estão ligados a eventos carnavalescos. No total, são mais de R$ 4,18 milhões devidos aos cofres públicos, quase o mesmo montante reivindicado de órgãos estaduais. Além de serem cobradas, essas instituições ficam proibidas de receber novos recursos do ministério enquanto não regularizarem sua situação.
Com nota 10 no quesito inadimplência, estão oito escolas de samba, que juntas devem devolver ao governo R$2,2 milhões por causa de problemas na prestação de contas dos convênios firmados com o Ministério do Turismo. No topo da lista, três escolas de samba cariocas figuram com os maiores valores devidos à União. A campeã é a tradicional Portela, que em 2006 recebeu o valor de R$ 525 mil para a proposta de enredo do desfile daquele ano, cujo tema foi “Brasil marca tua cara e mostra para o mundo”.

Veja abaixo um trecho do desfile da Portela em 2006:
A análise do convênio já está em fase de instauração de tomadas de contas especial porque não se conseguiu comprovar a utilização dos recursos nos termos conveniados. Ou seja: a escola já foi cobrada e ainda assim não devolveu ao Ministério o dinheiro. O caso já foi remetido à Controladoria-Geral da União e a escola está temporariamente impedida de fazer novos acordos com o governo até que regularize a sua situação.
Mesmo inadimplente com o Executivo, a Portela atravessou as ruas da Esplanada e bateu em outra porta a fim de levantar fundos para o carnaval de 2007. Dessa vez, o Ministério do Esporte garantiu R$1,8 milhão para a promoção dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos por meio do enredo “Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval – Uma Festa dos Esportes, da Saúde e da Beleza”. E mais uma vez, a escola não conseguiu comprovar os gastos que deveriam ter sido realizados.
E aqui veja um trecho da passagem da bateria da Portela em 2007:
Confrontados com informações oficiais, a assessoria de imprensa da escola informou que já quitou as dívidas “há muito tempo”, mas não conseguiu especificar a data em que o dinheiro foi devolvido, nem acrescentar maiores detalhes. A assessoria também não quis informar qual foi o problema gerador da inadimplência. Os Ministérios do Turismo e do Esporte, porém, confirmaram as informações contidas no Portal da Transparência e ressaltaram que a escola já foi notificada sobre as falhas na prestação de contas.
Império Serrano
A vice-campeã da lista de inadimplentes é uma vizinha da Portela no Rio de Janeiro (ambas ficam nas imediações do bairro de Madureira): a Associação de Amigos do Grêmio Recreativo da Escola de Samba Império Serrano. Em 2006, o grupo recebeu R$ 499 mil, mas também não conseguiu comprovar se utilizou o dinheiro público para os fins especificados no contrato do convênio. Mesmo com a possível ajuda de meio milhão de reais, a escola acabou o Carnaval em penúltimo lugar na classificação geral do grupo especial do desfile carioca. O Congresso em Foco entrou em contato com representantes da Associação, mas não obteve resposta. Estes não souberam explicar se os problemas com o convênio já foram resolvidos ou se a dívida está em negociação com o governo.
Aqui, trecho do desfile do Império Serrano em 2006:
Ao todo, nove motivos levaram as instituições a serem incluídas na “lista de devedores” do ministério. Entre as causas mais comuns, estão a falta de prestações de contas ou de comprovação de que o evento foi realizado e o descumprimento da Lei de Licitações. Os convênios foram fechados nas gestões dos ministros Walfrido dos Mares Guia (PTB), Marta Suplicy (PT) e Luiz Barretto, também indicado pelo PT.
Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco a partir do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU). O elevado número de irregularidades nos convênios firmados pelo governo federal com entidades não governamentais fez a presidenta Dilma Rousseff assinar na semana passada um decreto restringindo a celebração desse tipo de acordo.
O menor valor de cerca de R$ 30 mil, foi pleiteado para o 1º Encontro de Intérpretes das Agremiações Carnavalescas Capixaba, realizado em 2007. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, o Grêmio da Escola de Samba Independentes de São Torquato recebeu o valor referido, mas até agora não apresentou documentação que comprovasse a realização do evento.
Campeã do bloco
Dentre os casos ligados ao Carnaval que ainda continuam inadimplentes com o governo federal, a campeã é a escola de samba Acadêmicos da Rocinha, do grupo de acesso do Carnaval carioca. Com dois convênios fechados com o Ministério do Turismo, a escola deve R$ 570 mil por não ter conseguido comprovar a execução física e financeira dos convênios assinados em 2006 e 2007. O Congresso em Foco tentou entrar em contato com representantes da escola por email e telefone mas não obteve resposta.
Um dos convênios, fechados no valor de R$ 270 mil, foi destinado à realização de eventos ligados ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro. Mas o valor não foi suficiente para ajudar a escola a melhorar seu desempenho nos desfiles na avenida Marquês de Sapucaí. Em 2007, a escola não foi bem e ficou em oitavo lugar do grupo de acesso A.
E o outro, no valor de R$ 300 mil deveria ter sido utilizado para o desfile de 2006. No entanto, como a escola não prestou contas do valor pago pelo governo federal, não é possível saber quanto do dinheiro foi gasto e se houve o cumprimento das propostas estabelecidas no contrato.
Prefeituras também no samba
Municípios de todo o país aproveitaram o Carnaval para dar o calote no governo federal. No total, o Ministério do Turismo cobra de 145 prefeituras o montante de R$ 20 milhões. Desse valor, R$ 1,2 milhão está atrelado a eventos de Carnaval realizados entre 2006 e 2009. A cidade de Itiúba, na Bahia, recorreu ao Ministério para levantar R$ 200 mil destinados à realização do Carnaval de 2008. Outras prefeituras que não conseguiram regularizar ainda a situação pendente das farras carnavalescas são os municípios de Indiaroba e Tomar do Geru em Sergipe, Pintópolis em Minas Gerais, Pacajus no Ceará, Caseara e Palmas no Tocantins, Porangatu em Goiás e Bagé no Rio Grande do Sul.
Prestando contas
Para realizar uma festa, as ONGs e prefeituras assinam um convênio (espécie de contrato) com o Ministério do Turismo, estabelecendo direitos e deveres. Depois que as entidades e municípios recebem o dinheiro e fazem o evento, têm 30 dias para prestar contas. Ou seja, comprovar que realmente fizeram a festa conforme o combinado, incluindo os gastos previstos.
Se alguma parte do evento não foi realizada ou houve outro tipo de falha, o beneficiário recebe uma guia bancária para pagar à União a diferença devida. Se o pagamento não for feito, a ONG ou prefeitura vai parar no cadastro de inadimplentes.
Quinze dias depois, se não pagar o devido ou não comprovar que realmente realizou o evento conforme o combinado, o ministério abre uma tomada de contas especial (processo para recuperar dinheiro público) contra o município ou entidade. O processo é enviado à CGU e, de lá, ao TCU. É o tribunal quem julga a tomada de contas especial da ONG ou prefeitura.
As prestações de contas servem para, por exemplo, comprovar que os recursos foram usados corretamente e que não houve fraude ou desvio de dinheiro público. É um dos meios para se evitar e punir casos de corrupção. Constatado algum problema na prestação de contas, a regra determina a paralisação de novos repasses. No papel, as prefeituras, estados e ONGs que ficam inadimplentes não podem receber mais dinheiro da União. Mas nem sempre isso ocorre na prática.
A fiscalização do Ministério do Turismo é feita à distância. Só uma minoria dos casos é analisada presencialmente. No caso dos eventos, por exemplo, os técnicos verificam fotos do palco, das arquibancadas e os cartazes de divulgação, as notas fiscais e os papéis do processo de licitação. Até o primeiro semestre do ano passado, o ministério só tinha conseguido verificar “in loco” 15% dos eventos feitos com recursos que repassara. Com a contratação de novos servidores, esse índice passou para 35%, percentual que o governo considera “válido”.