sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dois policiais militares morrem em acidente na BR 101

  (Foto: Pisca Júnior/ Diário Sergipano
Dois policiais militares faleceram em um acidente de trânsito na manhã desta sexta-feira, 11, na BR-101 no município de Umbaúba. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ocorreu uma colisão frontal entre o veículo Corsa e um ônibus da empresa Contijo.

O soldado Marcos Daniel Brito Silva e o sargento Geraldo Pereira Reis estavam indo trabalhar no 6º Batalhão de Estância. “Eles sempre vinham trabalhar juntos e hoje aconteceu essa fatalidade. O soldado era o meu colega de turma, uma perda muito grande”, lamenta o soldado Marcelo dos Santos.


O soldado Brito trabalhava há seis anos e meio no Batalhão, já o sargento Reis estava há pouco tempo trabalhando em Estância. Segundo o soldado Marcelo, os dois costumavam revezar o veículo já que o soldado Brito mora em Cristinópolis e o sargento Reis em Tomar do Geru.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 7h. O Corsa seguia sentido Estância e ônibus sentido Aracaju/ Salvador. O Instituto Médico Legal (IML) já foi acionado para o resgate dos corpos.
Por Adriana Freitas e Kátia Susanna
Fonte: Infonet

VEÍCULO DE PASSEIO BATE DE FRENTE COM ÔNIBUS E DEIXA DUAS PESSOAS MORTAS

Um grave acidente envolvendo um veiculo de passeio e um ônibus, ocorrido por volta das 8 horas desta sexta-feira (11), deixou duas pessoas mortas. Com o impacto, o Corsa acabou parando em baixo do ônibus.
Um acidente envolvendo um veiculo Corsa Classic, de cor azul e um ônibus da viação Contijo, ocorrido na BR 101, entre os municípios de Santa Luzia e Arauá, deixou duas  pessoas mortas no local.
Há uma informação de que as duas vitimas do Corsa seriam dois policiais militares. Um taxista que passava pelo local logo após o acidente, disse que os PMs trabalhavam em Cristinápolis e Tomar do Geru.
O ônibus da Contijo que seguia de Aracaju com destino a São Paulo acabou se envolvendo em um acidente, quando supostamente o veiculo Corsa teria tentado uma ultrapassagem perigosa e acabou batendo de frente o ônibus. Até o momento, o que se sabe é que o veiculo de passeio acabou ficando em baixo do ônibus, e os dois ocupantes do Corsa morreram presas às ferragens.
Ambulâncias do Samu e do Corpo de Bombeiros foram ao local prestar os primeiros socorros. Uma outra informação é de que não há pessoas feridas no ônibus.
O trânsito na região é lento já que muitos motoristas diminuem a velocidade para olhar o ocorrido.
As informações são do programa Comando Geral, na Rádio Jornal AM 540
FOnte: Faxaju

Governo investirá R$ 4 milhões na distribuição de alimentos para animais

Também será ampliado o fornecimento de água em carros-pipa. Medidas foram anunciadas pelo secretário da Agricultura, José Sobral, e somam o plano estadual de Combate à Seca, em execução desde 2011
As ações emergenciais de combate aos efeitos da seca no sertão sergipano serão expandidas nos 18 municípios em situação de emergência por conta da estiagem. O fornecimento de água em carros-pipa será duplicado e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), irá investir R$ 4 milhões na distribuição de forragem para a alimentação de animais. As medidas foram anunciadas pelo gestor da Seagri, José Sobral, e somam o plano estadual de Combate à Seca, em execução desde 2011.
Com o dobro da capacidade de abastecimento, os carros-pipa poderão atender a dessedentação animal. Atualmente, são distribuídas 4.000 carradas/mês. Esse número subirá para 8.000 carradas/mês.
“As ações do Governo são efetivas, concretas. Entendemos que o processo de seca que se apresenta é gravíssimo e é por isso que estamos ampliando as ações. Essa é a pior seca dos últimos 40 anos. Desde 2011, o Governo do Estado vem mantendo o serviço de atendimento com carros-pipa na área do alto sertão sergipano e em todos os municípios que decretaram estado de emergência. Esse serviço conta com o reforço do Exército e com recursos do Governo Federal. Em 2012, nós ampliamos essa oferta em 40%. Agora, a Defesa Civil está comunicando que tem capacidade para ampliar a oferta em 100%. Existe uma dificuldade na locação de carros-pipa, porque quase todos os veículos estão contratados, mas temos disponibilidade financeira para sairmos dos 40% para o 100%, ou seja, vamos dobrar a assistência, ampliando inclusive a possibilidade de assistência aos animais”, disse o secretário de Estado de Agricultura, José Sobral.
Somente na distribuição de forragem para alimentação animal serão investidos R$ 4 milhões. O Programa é fruto da parceria entre Defesa Civil e Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe). De acordo com Sobral, a medida atenderá 82 mil animais. “A defesa Civil, junto com a Emdagro, irá fornecer forragem para alguns agricultores. O planejamento está pronto, só precisamos identificar os municípios que necessitam. Teremos R$4 milhões para esse fim. Temos hoje 82 mil animais que poderão ser atendidos com esse programa, que é voltado para as propriedades que têm até dez animais”, informou.
José Sobral ressaltou que as medidas que garantem a segurança alimentar das famílias atingidas pela estiagem, como a distribuição de cestas básicas e de leite, continuam em execução. Por meio da parceria entre a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides) e a Central Nacional de Abastecimento (Conab), foram distribuídos 500 mil litros de leite e dois milhões de litros de suco de laranja.
As cestas básicas também compõem o conjunto de ações emergenciais. Cada família recebe um kit com 12,5 quilos de arroz, 5 quilos de feijão e 1,8 quilos de farinha. Através do termo de adesão assinado pelos prefeitos, as equipes municipais responsabilizam-se pelas entregas a cada cidadão e pelas listas dos beneficiários, que devem estar inseridos no Cadastro Único e necessitar realmente da política de segurança alimentar e nutricional do Estado. Todo o trabalho é monitorado pela Seides.
“Temos bolsa estiagem, garantia safra e distribuição de leite e suco para garantir a segurança alimentar dessas famílias. Do universo de 30 mil famílias de agricultores familiares de Sergipe, temos 26.400 mil famílias atendidas pelos programas de distribuição de renda. Somente de cestas básicas, a Seides adquiriu mais 30 mil cestas que reforçarão a segurança alimentar da população que está sofrendo com a seca. Hoje, não temos o retirante que abandona sua terra porque os programas do governo estadual e federal dão assistência ao nordestino”, declarou.
A seca que atravessou o ano de 2012 e se prolonga por 2013 atinge um número maior de municípios que o mesmo de período de 2011. Nesse ano, 11 municípios sergipanos, somando 60 mil pessoas foram assistidas pelo Governo do Estado durante a estiagem. As cidades que decretaram estado de emergência foram: Poço Redondo, Porto da Folha, Poço Verde, Nossa Senhora da Glória, Tobias Barreto, Tomar do Geru, Frei Paulo, Monte Alegre, Gararu, Itabi, Nossa Senhora Aparecida, Pinhão, Nossa Senhora de Lourdes, Pedra Mole, Carira, Graccho Cardoso, Canindé de São Francisco e São Miguel do Aleixo.
FONTE: Faxaju

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Governo vai cofinanciar serviços da assistência social em 19 municípios

O Governo do Estado inicia o ano de 2013 dando um passo histórico para o avanço das políticas sociais em Sergipe com o cofinanciamento dos serviços da Proteção Social Básica (PSB) e/ou Especial (PSE) em 19 cidades sergipanas. As assinaturas dos prefeitos aos termos de adesão serão realizadas às 9h da próxima terça-feira, 15, no auditório Sergipe Mais Justo, localizado na Seides, à rua Santa Luzia, 680, bairro São José, em Aracaju/SE.

Na prática, o cofinanciamento significa que o Estado repassa recursos financeiros diretamente às prefeituras para auxiliar no atendimento à população, especialmente nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e Especializados (CREAS), e, no caso da capital, para a implantação de dois espaços destinados às pessoas com deficiência: o Centro-Dia e a residência inclusiva.

Até o momento, mais de R$ 500 mil já estão sendo investidos pelo Governo para auxiliar a prestação dos serviços socioassistenciais em Aracaju, Aquidabã, Barra dos Coqueiros, Boquim, Canhoba, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga D´Ajuda, Laranjeiras, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Socorro, Pedrinhas, Poço Redondo, Propriá, Riachão do Dantas, Tobias Barreto e Tomar do Geru.

Os repasses, retroativos ao ano de 2012, devem ser aplicados em serviços básicos para prevenir a violação de direitos sociais; na média complexidade para assistir jovens em conflito com a lei em iniciativas como a Liberdade Assistida (LA) e a Prestação de Serviço à Comunidade (PSC); e na alta complexidade para beneficiar com abrigos institucionais e casas-lares crianças e adolescentes que perderam os vínculos familiares.

Este é um avanço sem precedentes para a execução da política social e fortalecimento em Sergipe do Sistema Único de Assistência Social, o SUAS. Ao repassar recursos continuados, estamos possibilitando que os serviços oferecidos à população sejam incrementados pelas prefeituras tanto do ponto de vista físico, com a compra de materiais de trabalho, quanto das equipes, que podem ser ampliadas e melhor distribuídas, explicou a secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino.

De acordo com a secretária adjunta da Inclusão Social, Maria Luci, as cidades que já estão recebendo os recursos foram as primeiras porque cumpriram todos os requisitos especificados na Lei do Cofinanciamento. A nossa meta é ampliar cada vez mais o número de cidades beneficiadas e, com isso, incluir a população na oferta de serviços da assistência social, aumentando o alcance das políticas do Sergipe Mais Justo, detalhou.

Inclusão de municípios

Para ter acesso ao cofinanciamento Estadual o município deve apresentar devidamente preenchido o Plano de Ação disponibilizado pela Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), órgão gestor estadual da Política de Assistência Social.

Os recursos são transferidos diretamente do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) e creditados em conta bancária específica, vinculada ao Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS), e sua transferêbncia é condicionada à adesão do gestor municipal ao Sistema de Transferência de Recursos Fundo a Fundo.
Também é necessária a pactuação dos repasses pela Comissão Intergestores Bipartite de Sergipe [CIB/SE], explica a diretora de Assistência Social da Seides, Sônia Lima.

A Política de Assistência Social é compartilhada e cada ente tem suas obrigações. Ao Estado compete cofinanciar os serviços, programas e projetos, destinando recursos financeiros aos municípios; divulgar de forma transparente os valores repassados; monitorar a execução dos Planos de Ação municipais; e avaliar e aprovar a prestações de contas.

Aos Municípios compete a execução dos serviços, programas e projetos de acordo com o Plano de Ação; além da prestação de contas periódica, de acordo com os critérios estabelecidos em lei.

Lei do Cofinanciamento

Em 31 de outubro de 2011 o Governo de Sergipe sancionou Lei 7.251, que estabelece o Sistema de Transferência de Recursos de Fundo a Fundo entre o Estado e os municípios sergipanos. Ela organiza a forma de transferências de recursos financeiros do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) aos Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS).

Podem ser cofinanciados os serviços, programas e projetos desenvolvidos pelos municípios de acordo com a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) em áreas como o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e ProJovem, entre outros.

Os recursos são transferidos diretamente do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) e creditados em conta bancária específica, vinculada ao Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS).

domingo, 6 de janeiro de 2013

68% DOS MUNICIPIOS NÃO PAGARAM SALÁRIOS

Até o momento professores de 51 dos 75 municípios sergipanos não receberam os salários relativos ao mês de dezembro. A ação de várias administrações municipais nos últimos meses levou o SINTESE a fazer o levantamento dos municípios que não têm cumprido os preceitos constitucionais de pagar os salários dos trabalhadores. Isso sem falar nos atrasos no pagamento do 13º salário entre outros direitos que estão previstos nos planos de carreira.
Os municípios que ainda não pagaram o salário do mês de dezembro:
Agreste - Carira, Itabaiana, Macambira, Pedra Mole, Campo do Brito, Malhador, São Miguel do Aleixo, Pinhão, Ribeirópolis, Moita Bonita, São Domingos.
A prefeitura de Moita Bonita informou que fará o pagamento dos salários no dia 10.
Sertão - Porto da Folha, Gararu, Nossa Senhora da Glória, Feira Nova, Cumbe, Nossa Senhora Aparecida, Monte Alegre, Graccho Cardoso.
Baixo São Francisco - Aquidabã, Canhoba, Malhada dos Bois, Cedro de São João, Telha, Muribeca, Ilha das Flores, Japoatã, Neópolis, Pacatuba e Santana do São Francisco
Centro-Sul - Poço Verde, Boquim, Lagarto, Salgado, Riachão do Dantas
Sul  - Cristinápolis, Arauá, Umbaúba, Tomar do Geru, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba.
Vale do Cotinguiba - Capela, Pirambu, Maruim, Rosário do Catete, General Maynard, Santo Amaro.
Metropolitana - São Cristóvão, Divina Pastora, Barra dos Coqueiros. Nesta última os educadores costumam receber no 5º dia útil (nesse mês dia 08/01)
Desequilíbrio
O não recebimento dos salários tem causado desequilíbrio financeiro e também emocional às famílias dos professores. De certa forma até os comerciantes têm sofrido o efeito dessa ação inconstitucional dos chefes do Poder Executivo.
O magistério de três cidades vive situação ainda mais drástica. Em Aquidabã, Telha e São Francisco desde novembro os professores não recebem pagamento.
Já em Santana do São Francisco a administração municipal pagou somente 3 dias de salário no mês de outubro. “Estamos há 120 dias estamos sem receber salário, se não fosse a ação do sindicato em distribuir cestas básicas vários professores e suas famílias já estariam passando fome”, conta Geise Morais que é professora em Santana e faz parte da coordenação da sub-sede Baixo São Francisco do SINTESE, em Neópolis.
Desde que começaram os atrasos, o sindicato tem buscado o auxílio do Ministério Público para que órgão (através de ação civil pública) solicite o bloqueio das contas dos municípios para que os salários dos professores (e em alguns municípios dos demais servidores) sejam garantidos.
Com o novo cenário que se apresenta em 2013 (vários novos prefeitos tomaram posse) o SINTESE tem solicitado audiências para que a situação de atraso seja revertida.
Ascom Sintese

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Assassinato na virada do ano

No primeiro dia do ano Tomar do Geru registrou mais um assassinato por arma de fogo, Alexandre de Jesus Souza, 21 anos, foi morto próximo Praça Pedrinho Balbino onde se comemorava a chegada do ano novo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Investimentos na agricultura familiar melhoram a qualidade de vida

Por Ana Dulce, repórter da ASN
No povoado Mangue Grande, em Boquim, região Sul de Sergipe, é difícil encontrar uma propriedade onde não se cultive laranja. Em cada terreno, as histórias se repetem e a atividade passa de pai para filho. Para esses agricultores, a laranja é mais que trabalho, é provedora. No povoado, a citricultura também comprova que investimentos na qualificação da agricultura familiar interferem diretamente na qualidade de vida dos trabalhadores rurais: quem produz melhor, tem uma renda maior e mais chances de conquistar mercado.
Esse salto qualitativo pode ser verificado através do Programa de Aquisição de Alimentos da Laranja (PAA da Laranja). Executado pelo Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o PAA integra o conjunto de medidas de enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil lançado pela presidenta Dilma Rousseff.
Além disso, a iniciativa busca consolidar a agricultura familiar como segmento de mercado - e não mais como atividade de subsistência - através da aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de cooperativas, sem intermediários. A compra da produção é feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e parte dos alimentos é adquirida para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social.
Foi por meio do PAA que os agricultores vinculados à Cooperativa dos Produtores Agrícolas do Sul de Sergipe (Cooptasul) conseguiram custear a industrialização do produto in natura e disputar mercado com as fábricas de suco de laranja. Inicialmente, a produção do suco buscava atender as determinações do Programa, que compra a fruta e distribui o suco para famílias em situação de risco alimentar.  Hoje, a Cooptasul analisa propostas de Pernambuco, Alagoas e Pará para comercializar o produto.
“A Cooperativa começou a industrializar a laranja para atender à Conab, que paga pela laranja, mas recebe o suco. Esse valor da industrialização é descontado do montante repassado para os agricultores pela Conab. A partir daí, eles começaram a se organizar para industrializar a produção que não é vendida para o PAA e agora estão conquistando outros mercados. Quem adere ao PAA pode participar da Feira de Agricultura Familiar, são programas que se somam”, explicou o técnico em agropecuária da Emdagro, Joetônio Ferreira.
“O valor pago através do PAA representa mais que o dobro do que o agricultor recebia no comércio normal. Com esse dinheiro, conseguimos industrializar o suco da laranja em embalagens descartáveis de um litro e comercializá-lo com mais qualidade. Nossa meta agora é começar a vender o néctar de laranja para outras prefeituras municipais”, afirmou o representante da Cooptasul, Gerson Costa.
O secretário de Estado de Agricultura, José Sobral, explicou que além de estimular a produção de laranja, o Programa aumenta a renda dos agricultores familiares, já que o preço negociado pela Conab (R$ 380 por tonelada da fruta) é muito acima do negociado pelas indústrias de suco. “A indústria de cítricos está pagando R$ 150 pela tonelada da laranja, enquanto a Conab paga R$ 380. A diferença representa um ganho significativo para o pequeno produtor, que pode investir na sua terra, qualificar a sua produção. Esse programa é de fundamental importância para a nossa região citrícola. Estamos ampliando a quantidade de agricultores inseridos no programa e o valor dos recursos. Tínhamos em torno de 600 produtores, estamos partindo para 1.500 agricultores. Tínhamos um volume de recursos entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões e teremos R$ 6 milhões de uma única vez. Valor disponível para ser utilizado ainda este ano”, disse.
Agricultores
Na casa de Margarida Carvalho, a agricultura é uma atividade familiar. Filhos de pequenos produtores, ela e o esposo sustentam os três filhos cultivando laranja, mandioca e maracujá na propriedade de cinco hectares. Beneficiária do PAA, ela conta que viu sua renda crescer após a execução do Programa e planeja um futuro diferente para os filhos. “A terra é meu negócio, nosso meio de vida, mas quero que meus filhos estudem porque o trabalho da roça é pesado. Com o PAA, conseguimos guardar dinheiro para investir na educação deles. Minha filha mais velha está terminando o ensino médio, já fez curso de informática e vai começar o de técnico em enfermagem. Queremos que eles tenham opções de trabalho”, disse.
O agricultor Moacir Bispo Santos também relata os ganhos com o PAA. Produzindo 25 toneladas de laranja, ele investe em insumos e equipamentos para ampliar a produção. “Trabalho com meus dois filhos e nunca saímos daqui. Além de vender para a Conab, vendemos a produção em feiras e para o comércio de Aracaju. O PAA é ótimo porque paga o melhor preço. Antes, vendíamos a tonelada da laranja por R$ 150. A Conab comprar por R$380. Conseguimos reformar a casa e diversificar a produção. Hoje trabalhamos também com maracujá, mandioca e batata”.
A melhoria nos pomares de laranja já é notada pelas cooperativas, como atesta o tesoureiro da Associação de Agricultores do povoado de Mangue Grande, José Amintas. “Hoje vemos uma evolução no plantio. O agricultor está estimulado a produzir mais e melhor, a buscar informações sobre o cuidado com a terra. A melhoria na qualidade de vida das famílias também é visível. Tínhamos produtores que não tinham uma geladeira em casa e que hoje levam uma vida mais digna”, disse.
Para o secretário de Agricultura de Boquim, Jadson Costa, o PAA inseriu os agricultores familiares no mercado de sucos e polpas. “A citricultura é fundamental para nossa economia e o Programa de Aquisição de Alimentos é importante porque minimiza as crises no setor e faz com que nossos agricultores sejam respeitados, é um programa que resgata a dignidade dessas famílias. Além disso, o PAA aquece a economia local, aumenta a renda do agricultor e seu poder de compra. Foi através desse crescimento de renda que conseguimos industrializar a laranja e disputar mercado através das chamadas públicas. Hoje, a secretaria municipal de Agricultura está intermediando a venda do suco de laranja com o Pará, Pernambuco e Alagoas. É um grande avanço para nossos pequenos produtores, que já começam a investir também no mercado de polpas de frutas”, disse.
PAA
O programa PAA da Laranja foi implantado em Sergipe em 2009, executado em proporções menores, atendendo uma média de 600 agricultores familiares. Ano passado, o governador Marcelo Déda negociou a manutenção e a ampliação do programa com a presidenta Dilma Rousseff e a nova etapa, lançada em novembro, está orçada em R$ 6 milhões.
Em Sergipe, as secretarias de Estado da Agricultura (Seagri) e de Inclusão Social (Seides) acompanham a execução do PAA e a distribuição de um milhão de litros de suco. O Programa beneficia 1.500 agricultores familiares, representados por sete organizações (cooperativas e associações) em municípios da região Sul e Centro Sul de Sergipe. Os 14 municípios contemplados são: Arauá, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Salgado, Cristinápolis, Itabaianinha, Indiaroba, Santa Luzia, Umbaúba, Tomar do Geru, Lagarto, Estância, Itaporanga D´Ajuda e Boquim.
Para participar do Programa, o agricultor deve ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf  (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) na categoria A e B e comercializar alimentos de acordo com os padrões de qualidade determinados pelos órgãos regionais competentes. O limite de participação por agricultor é de até R$ 4 mil, sendo que o PAA pagará ao agricultor o valor de R$ 360 a R$ 380 por tonelada, representando um montante de recursos da ordem de R$ 6 milhões e um volume total de 2,5 milhões de litros e néctar de laranja. O alimento será doado às famílias em condição de insegurança alimentar e nutricional, prioritariamente nos 18 municípios em situação de emergência devido à seca.
Critérios
Os municípios que integram o PAA estadual foram selecionados de acordo com critérios estabelecidos como territórios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), maior concentração de beneficiários do Programa Bolsa Família, e concentração de agricultura familiar e assentamentos da reforma agrária.
Outros requisitos são municípios com maior concentração de populações quilombolas e indígenas, maior organização social (capital social), além de territórios com maior número de municípios e baixo dinamismo econômico.
Agricultura Familiar
Outras ações que visam fortalecer a agricultura familiar é a diversificação de culturas e o programa de Distribuição de Sementes, implantado na primeira gestão do governador Marcelo Déda. Nos últimos cinco meses, foram distribuídas 480 toneladas de sementes de milho, 300 toneladas de arroz e 50 toneladas de feijão para agricultores sergipanos.
A diversificação de culturas é estimulada pela Emdagro como forma de ampliar a renda do pequeno produtor. “Com o cultivo de outros produtos, como macaxeira e maracujá, o agricultor pode explorar outros mercados, não fica dependente de um só produto. Estimulamos também a prática da pecuária, como a criação de caprinos e de galinha de capoeira, porque o ovo de capoeira tem um bom valor comercial. Nosso trabalho é de apoio: orientamos na produção, no manuseio, na qualidade dos produtos, fazemos treinamento na parte de extensão rural. Uma série de atividades voltadas para melhoria do cultivo”, afirmou o técnico de agropecuária Joetênio Ferreira.
Outro aspecto vantajoso da diversificação é a diminuição da exaustão do solo. Ferreira explicou que quando conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo. “Diversificar a cultura é bom para o solo. Cada fruto retira e devolve nutrientes diferentes do solo e é essa troca que mantém o equilíbrio natural. Quando se planta feijão e amendoim, eles tiram potássio, fósforo e devolvem nitrogênio, por exemplo”, informou.